A taça que transborda já não segura a própria água. Onde, nesta relação, a sua sintonia pede para ser acompanhada pelas suas bordas?
O que dá para reparar
Quando a Rainha de Copas chega numa pergunta de relacionamento, dá para reparar um esticar interno em direção à outra pessoa — sentindo o estado dela, antecipando o que ela precisa, suavizando o próprio contorno para abrir espaço. A Rainha convide à coisa rara e amorosa que a boa intimidade de fato é. Ela também pode, quando sustentada demais, modelar um eu que se fundiu tão silenciosamente com o outro que a linha de borda já não aparece. A dupla costuma perguntar se a taça vem sendo compartilhada de um lugar cheio ou re-enchida das próprias profundezas. Também aparece em arcos de cuidado, na ternura de mãe ou pai, em amizades sob tensão, e em qualquer estação em que a própria vida afetiva ficou quieta no canto da sala.
Perguntas para sentar-se com
- Onde estou me sintonizando tão bem com ele/a que perdi de mim mesma?
- O que da minha própria vida vem esperando eu voltar para ele?
- Como seria amá-lo/la com uma borda mais clara?
- Quais dos meus sentimentos venho chamando de dele/dela?
Quando este par costuma aparecer
Costuma aparecer em trabalho de parceria de longo prazo, na maternidade e paternidade, no cuidado com alguém amado que está adoecido ou em dificuldade, em amizades depois de um longo tempo de dar, ou em fases terapêuticas que abordam papéis de cuidado herdados. Trate como convite a se reabastecer antes de continuar servindo, e a deixar que a borda seja um ato de amor, não uma retirada.
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